Mostrando postagens com marcador estojo do centesimal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estojo do centesimal. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de abril de 2011

O que andam falando de nós por aí?

1º Do Piauí:
"Fiz o curso de corte e costura do Corte Centesimal quando tinha 14 anos, com uma mulher de um comandante do BEC, que veio morar em Teresina. Guardei o livro por muito tempo, mas as escalas e o restante do material perderam-se com o tempo. Costurei quando minhas filhas eram pequenas, mas depois deixei. Hoje estou com mais de 50 e tenho um neto de 13 anos que diz que quer ser estilista e vive pedindo para eu ensiná-lo a costurar. Foi a partir daí que pensei que o curso ainda poderia existir e pensei em pesquisar. Será que ele conseguirá fazer o curso por correspondência? Gostaria de obter maiores informações.
Atenciosamente,
Joice Nunes – Teresina – Piauí
02/02/2011"

2º Em Minas:
"Sou estilista e modelista. Desde criança pegava o livro do Corte Centesimal de minha mãe e comecei a traçar peças sozinha. Estes livros, acho que um dos primeiros editados, porque estava muito velhinho,as fichas todas desfalcadas, as quais tenho muita lembrança, se perderam no tempo,tinham muitas referencias de peças que hoje não se usam mais: alguns tipos de golas, peças como capas de chuva, pelerines etc. Fiquei feliz de saber que o Corte Centesimal ainda existe! Gostaria de saber se o Corte ainda mantém estas idéias que se perderam no tempo,com desenhos das peças. A propósito, somos uma empresa de confecção fundada por minha mãe, cuja modelagem sempre foi elogiadíssima, desde o tempo em que ela era costureira, e fazia moldes com réguas de papel do Corte Centesimal. Como estou sempre á procura de melhorar meu produto, gostaria de saber o que adquirir do corte centesimal já que faço modelagem industrial. Obrigada,
Eliane Rocha – Passos-MG
22/01/2011"


3º E em São Paulo:
"Carolina e equipe do Corte Centesimal, acabei de receber o método e o livro " A Costura e seus Segredinhos". Estou simplesmente MARAVILHADA! Dei uma olhadinha e lá tem TUDO que eu procurava.
Achei que o investimento foi mínimo pelo conteúdo do livro. Sou psicopedagoga e trabalho voluntariamente em uma instituição para portadores de deficiências, aqui em Caçapava. No meu tempo livre gosto de pintar , bordar, crochetar e meu sonho era aprender a costurar. Mas não gosto de freqüentar aulas. Prefiro o estilo "autodidata”e este material é o máximo.
Cresci com a minha mãe costurando através do Método de Corte Centesimal e com o tempo ela parou de costurar e perdeu as Escalas. Minha mãe sempre elogiava muito o método. “As roupas ficam perfeitas", ela dizia. Agora quero costurar e estou animada a aprender pelo método. Algumas pessoas dizem que é mais difícil, mas eu não acredito nisso. Penso que tudo que é mais elaborado, obtêm-se melhores resultados.Ah!!! Quero registrar que pude sentir o quanto o trabalho de vocês é sério e honesto!!! Agradeço o envio da Nota Fiscal.Logo faço contato , pois quero o Informe da Moda.
Abraços,

Pétala Gonçalves Lacerda, Caçapava, São Paulo
19/01/2011"


E lá no sul do Minas:
"Oi, Carolina! Está sendo uma satisfação manter contato com vocês. Então, você já conhece a minha cidade! Ela é famosa pelo vento. Sou professora e agora quero aprender corte e costura. Por isso, estava ansiosa, aguardando um e-mail de vocês para poder atingir meu novo objetivo. Como está saindo a 49ª edição do método, fico aguardando um novo e-mail do lançamento para efetuar o depósito. Minha mãe tem uma edição bem antiga do método que fica num estojo de madeira. Parabéns pelo sucesso do método e por estar se consolidando por tanto tempo. Peço para não se esquecer de me retornar. Obrigada,
Ana Lúcia Barbosa - Paraisópolis - MG
02/10/2010"


5º Ainda no sul de Minas:
“Estou fazendo o curso do Método de Corte Centesimal com a minha vizinha, a instrutora Adélia, que é formada por vocês, estou gostando muito. Ela é ótima profissional. Entende de tudo, e sempre com boa vontade e alegria, nos passa todas as informações e técnicas.

Vocês estão de parabéns por esta profissional e amiga, além do Método ser ótimo. Como já te falei eu faço uniformes para empresas e precisava de um corte que me atendesse nos modelos. Grata pela sua atenção! Feliz Páscoa!
rata pela sua atenção.
Adalgiza Pereira Rosa- Pouso Alegre – MG- 22/04/2011”


6º E no sul do Brasil:
“Estou aprendendo a costurar e em busca de entender a modelagem. Motivada pelo meu interesse, minha mãe me presenteou este final de semana com uma caixa de madeira que foi da minha avó e, buscando entender aquelas tantas medidas, acabei encontrando o site de vocês - fiquei impressionada com o tanto de história construída através da costura. Bem, ainda estou tentando decifrar o material e tenho a sensação de que algumas réguas de medida foram perdidas. Meu interesse está mais focado na área de moda íntima. Através do Livro das Malhas eu conseguiria criar os meus próprios moldes ou somente reproduzir moldes já existentes? Como moro em Porto Alegre tenho dificuldade de encontrar cursos de modelagem e gostaria de tentar algo à distância... Podem me ajudar?
Manoela Aydos - Porto Alegre- RS
19/04/2011”


7º E lá dos States...
“Estou escrevendo rapidinho, para te dizer que eu recebi os livros e todos os materiais. Tudo chegou direitinho e não teve nenhum dano ou coisa parecida.Ainda não tive tempo de ver tudo em detalhe, mas dei uma olhada geral e, como era de se esperar, todo o material, da concepção até o detalhe final, é realmente espetacular, um trabalho genial.
A precisão e a atenção aos detalhes são incríveis e até me fazem pensar nos trabalhos minuciosos dos matemáticos, engenheiros e cientistas. Realmente a sua bisavó era uma pessoa especial mesmo, e também a sua avó e sua mãe, é claro, responsáveis não só pela manutenção, mas também pela expansão e atualização de todo esse trabalho. Tudo é conforme as descrições no seu site.
Eu só espero poder ter o tempo, a energia, a paciência e a perseverança necessária para conseguir aprender. Eu terei mais tempo nos finais de semana, quando poderei dedicar algum tempo nos meus estudos. Pelo jeito, eu tenho uma longa jornada de aprendizado à minha frente. Estou ansiosa. Mas uma vez obrigada por tudo. Manterei contato.
Abraços,

Eliza Jamison- New Jersey – EUA
20/04/2011"

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mais depoimentos de pessoas amigas.

É sempre muito gostoso receber mensagens positivas de pessoas que conhecem, que já conheciam e que estão sendo apresentadas, ao nosso método de modelagem de roupas. Por isso, selecionamos algumas para mostrar para vocês. Se você também tem uma história com o Corte Centesimal, mande pra gente! Estamos te esperando! ;-)


02/07/2010 - "Oi! Eu fiz o curso aqui em São Paulo, recentemente, e estou muito feliz. Parabéns pelo Método. Eu fiz um curso muito rápido, mas absorvi o máximo que pude e posso dizer que fui feliz, pois já estou, junto com uma amiga que também fez o curso, produzindo um figurino para um grupo artístico daqui. Não é fácil, mas estou muito confiante e tenho apoio de minha professora, que se chama Elisa Gaião Pereira.
Bom, eu fiquei muito feliz quando achei o blog e mais feliz ainda em saber que a sede é em BH, pois sou mineiro residente em São Paulo, mas minha família mora em BH,e pretendo estar aí em para comprar os produtos pessoalmente. Eu ganhei um kit no curso o Modelagem de Vestuário, com escalas e réguas e também duas folhas com moldes em miniatura. Reafirmo minha felicidade em ter feito o curso, pois não sabia ao menos costurar em linha reta e muito menos modelar. No entanto, já estou produzindo, e quero muito mais.
Outra boa surpresa que tive foi que, ao conversar com minha mãe sobre o Método de Corte Centesimal, ela me revelou também tê-lo aprendido anos atrás. Então me lembrei de ver algumas vezes o material de minha mãe (que anseio ver novamente), diferente do de hoje, mas eu ficava muito curioso para saber como se construía uma peça de roupa com aquilo tudo. Hoje parece uma coincidência, mas como não acredito em coincidências, penso que é o destino mesmo. Um grande abraço, obrigado e até breve.
Rodrigo José, São Paulo, SP."

16/07/2010 - "Gostaria de saber se vocês tem no cadastro alguém que ensine o Método de Corte centesimal em minha cidade, Juiz de Fora. Minha avó sempre costurou por este sistema, para ela e minha mãe e também para mim . Ela sempre elogiou muito, mas eu tinha apenas 13 anos quando ela quis me ensinar. Tenho guardado todo o material dela, muito antigo, num estojo de madeira. Ela ensinou muitas pessoas a fazer moldes. Agradeço se puderem me ajudar.
Raquel Sanábio Freesz, Juiz de Fora, MG"

09/11/2010 - "Sou estilista e modelista com mais de 25 anos de experiência, tanto no Brasil, como em outros países, tais como Estados Unidos, Espanha, Itália, entre outros. Sou um grande admirador do Método de Corte Centesimal, que é desde sempre, o único método que utilizo nos meus trabalhos de modelagem e criação, e em todos os países onde trabalhei, sempre divulguei esse método, Pois o considero perfeito. Pretendo encomendar em janeiro novos livros, pois o meu livro do Corte Centesimal já tem mais de 25 anos! Mas, continua em perfeito estado. Na época, ele era vendido numa simpática caixa de madeira. Muito obrigada pela atenção. Abraços a todos e que Deus os abençoe.
José Gonçalves Ribeiro, Guarulhos, São Paulo."

10/11/2010 - "No ano de 1989 eu morava aqui, em São Bento do Sapucaí, São Paulo, e conheci o Corte Centesimal, pela professora Dona Terezinha Rotondaro. Comprei os materiais e depois tive que mudar para São Paulo. Apesar de ter estudado, por apenas 2 meses, conseguia fazer roupas para os meus filhos, que eram pequenos, mesmo tendo dificuldades. Ano passado, meu marido já estando aposentado, voltei a morar em São Bento, e tive a feliz surpresa de saber que minha professora Dona Terezinha Rotondaro estava ainda dando aulas do Corte Centesimal.
Fui procurá-la, pois me lembrava de seu nome mais que sua fisionomia, e foi muito cheio de carinho o nosso encontro, o qual ela me incentivou a retomar o curso. E como eu tinha guardado meus livros, os esquadros e as escalas, voltei. Até em uma época que esta sendo muito bom para mim, pois cuido do meu pai que tem 82 anos e mal de Alzheimer.
Dona Terezinha esta semana nos deu folga para seu descanso. Ela é uma pessoa muito especial, pois tem vários problemas de saúde, mas muito dinâmica e não se abate nunca. Aqui na cidade tem tantas costuras, já fez até vestido de noiva, tudo pelo Centesimal, e achei esse descanso muito merecido. Ela é muito empolgante e dedicada. Muito mesmo.
O curso é ótimo, pois trabalha com muitas medidas matemáticas, ótimo pra memória. Já terminei todos os traçados e modelagens e agora estou na parte da costura, e por orientação de D.Terezinha vou encomendar os livros novos. Conheci outros métodos de corte e costura, mas no meu entender o melhor é o Centesimal. Cai como uma luva. Estou muito motivada a costurar mais e melhor, pois agora vou completar o curso. Muito obrigada pelo retorno e sei que você é bisneta da fundadora, Dona Carmem. Muito legal da sua parte querer continuar o projeto de sua bisavó e da sua avó D.Dora.
Já ia me esquecendo: eu tenho uma caixinha de madeira do Centesimal, que era de minha sogra (eu acho), que tinha um livro marrom do Método, com a assinatura da D.Dora, com caneta de tinta azul, ano de 1960. Guardo com carinho. Herança que ela me deixou. Legal, né? Um abração pra vocês e muito obrigada.
Eloísa Nákel Nakashima, São Bento do Sapucaí, São Paulo."

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um pouco mais da história do Corte Centesimal. Como tudo começou.


Carmen de Andrade Mello Silva e o marido, o engenheiro Antônio de Mello Silva.
Juntos criaram o Método de Corte Centesimal que em 2009 fez 75 anos.

O Corte Centesimal está há anos no mercado formando as melhores modelistas, mas o sistema que deu origem à empresa, tem uma tradição bem mais longa, iniciada praticamente por um acaso. Em 1933, a dona de casa Carmen de Andrade Mello Silva, uma mineira de Lavras, chegou a Andrelândia acompanhando o marido, o engenheiro Antônio de Mello Silva.

A necessidade de costurar para os quatro filhos e as dificuldades que encontrava nessa tarefa foram levando dona Carmen a adotar o hábito de fazer anotações em fichas para auxiliar a memória. Com o tempo, foram sendo acumuladas inúmeras fichas com desenhos, observações e deduções que permitiram à dona de casa aprimorar suas atividades. Não havia qualquer pretensão além da que qualquer mãe tem, quando se dedica à família. Havia, porém, o objetivo de suprimir as provas das roupas, coisa que os filhos tinham horror.

A competência na confecção das roupas traçou o destino. As amigas sempre pediam os moldes para repetir. A vontade de ajudar levou Carmen a encontrar uma maneira prática de indicar como fazer o traçado de um determinado molde, de modo a atender os diversos pedidos e as diversas idades das crianças e também de adultos.

Qual a proporção existente entre algumas medidas" era um dos questionamentos feitos por ela, sem qualquer pretensão, e que resultaram em moldes bastante exatos. Pessoas próximas insistiam que ela passasse para de seus conhecimentos para outras senhoras que viviam a mesma necessidade de aprender a costurar. Com o auxílio do marido engenheiro, ela criou o sistema de Escalas, resultado de suas anotações sobre as medidas do corpo humano.

Para generalizar as indicações das medidas tomadas em volta do corpo, ele dividiu cada medida por 100, com a representação em escalas. Intitula-se, portanto, "Centesimal", porque as principais medidas para o traçado dos moldes foram divididas em 100 partes iguais.

Surgiram então, as Escalas Centesimal, como representações de medidas do corpo. Essas “Escalas” são pequenas réguas que vão de 30 centímetros até 140 centímetros. Assim, ela batizou esse método de modelagem de roupas de “Método de Corte Centesimal.” Isso começou em 1934, quando dona Carmen ia transmitindo seu sistema de graça para suas amigas, ensinando pacientemente a leitura das suas anotações e fichas. Ou seja, mostrava para cada uma como interpretar os seus traçados.

A mudança para Barra Mansa, no Estado do Rio de Janeiro e, posteriormente, para Belo Horizonte, em Minas Gerais, novamente acompanhando o marido, levaram a uma propagação do método de dona Carmen. Os pedidos dos livros foram só aumentando. Então, em 1937 foi feita a primeira cópia heliográfica. Após alguns anos, ela tinha registrado cerca de mil nomes de pessoas que foram suas alunas. O interesse pelo sistema acabou exigindo a formalização de uma empresa para a produção do material de ensino e administração da contabilidade, que já antes, era rigorosamente controlada.

Assim, em janeiro de 1952, Carmen e o marido fundaram a empresa “Corte Centesimal Ltda.” Novas professoras e alunas se juntaram ao exército de pessoas que se encarregava de disseminar o método por todo país.


Dona Carmen (sentada, a segunda, da esquerda para direita) com a turma do curso aperfeiçoamento de professoras do Método de Corte Centesimal - Moldecópia, no antigo escritório da empresa na Edifício Helena Passig, no centro de Belo Horizonte. Década de 60.

Até o início da década de 70, o material do Método de Corte Centesimal era vendido em estojos de madeira, fabricados pela própria empresa, que possuía uma marcenaria. Dentro do estojo havia o livro do Método, num formato de livreto, conjunto de Escalas, um par de Esquadro e Curva Francesa, além do porta escalas. Os outros espaços do estojo serviam para colocar giz, alfinetes, e outros apetrechos utilizados na confecção dos moldes.

Estojo completo Centesimal. N° do estojo: 14.419. 03 de Abril de 1950.

Os livros eram todos numerados, datados e assinados, um por um, por Carmen. Já os desenhos dos moldes nos livros eram coloridos com aquarela, também um por um, pelas filhas pequenas Dora e Júnia.

Esses estojos faziam parte das famílias mineiras e de outras famílias pelo Brasil. Naquela época, era costume as moças saberem costurar e muitas famílias, tinham em casa, a sua própria modelista, que era responsável em costurar para todos. Assim, várias histórias foram sendo costuradas também. Os estojos foram aposentados em virtude das mudanças e da evolução da sociedade.
Hoje, são considerados uma relíquia e quem tem, guarda a sete chaves, com todo carinho. Para muitas famílias, esses estojos preservam muito mais do que apenas escalas, alfinetes e desenhos. Eles guardam também sentimentos, lembranças e saudades de um tempo que já passou. São recordações gostosas e que ajudaram a formar a história da moda no Brasil.



Ao se aposentar, Carmen deixou como continuadora, a filha Dora, que desde mocinha, se mostrou interessada em aprender tudo sobre aquele ofício e que se dedicou à empresa, com a mesma dedicação e paixão da mãe. A empresária, profunda conhecedora dos segredos da modelagem, mantém há mais de 60 anos, o ritmo de trabalho das pessoas que promovem o aprendizado como um processo de crescimento e de geração de oportunidades.

A inserção do Corte Centesimal na história da moda brasileira foi assegurada na atuação de Dora, que vivenciou as mudanças importantes no mundo e na sociedade. No início, na era de Carmen, as mulheres aprendiam para exercer melhor o papel de mães. Nos tempos atuais, mais pessoas aprendem com novos objetivos e, em especial, de ter uma atividade profissional. E, atualmente, a terceira e a quarta gerações já colaboram e participam da vida deste método de ensino.

Ao longo desses anos, foram mais de 500 mil livros vendidos, o que comprova a eficácia do método e diz muito em relação à sua aceitação, ao seu sucesso: significa que quatro gerações de usuários tem prestigiado este excelente método de modelagem de roupas. A partir daí, o Centesimal criou família, gerando produtos funcionais e dinâmicos para atender aos mais diversos aspectos da modelagem do vestuário.